Por Carol Munhoz @ 29/11/2011 às 13:03 @ 3 Comentários

Hoje é outro daqueles post especiais onde eu falo dos trabalhos de uma pessoa. Como aconteceu com Andrew Garfield e David Fincher, eu fiz uma super maratona de filmes, dessa vez com meu mais novo ator preferido: Jim Sturgess.

James Anthony Sturgess nasceu em Londres, em 1981, e foi criado em Surrey. Desde pequeno já mostrava talento pra teatro, e foi quando foi para a universidade que entrou também no mundo da música.
Fez muitos trabalhos pequenos na TV depois de ser indicado a uma agência em Londres, e foi quando se juntou à sua primeira banda: Dilated Spies. Mas sua carreira de ator estava prestes a decolar, então logo ele largou a banda e se dedicou só à atuação. Seu primeiro trabalho grande foi o musical “Across The Universe”, em 2007. Jim ganhou muito reconhecimento por atuar e cantar muito bem no filme. Sturgess é Jude, um garoto de Liverpool que vai para os Estados Unidos atrás de seu pai. É quando conhece Max e Lucy (Evan Rachel Wood) e resolve ficar no país. Jude e Max se mudam para uma espécie de pensão, e assim vai se desenrolando o filme. Jude se apaixona por Lucy, que no meio do filme acaba se envolvendo com um grupo de rebeldes que protestam contra a Guerra do Vietnã. O filme inteiro é banhado com uma pegada psicodélica, colorida, característica dos anos 60. E tudo é contado por meio de músicas dos Beatles (aliás, quase todos os nomes de personagens do filme saíram de músicas dos Beatles. Jude, Lucy, Prudence…) Até Bono Vox aparece no meio do filme interpretando a música “I Am The Walrus”.

Dentre muitas performances excelentes, meu destaque vai para “Strawberry Fields Forever” e “All You Need Is Love”, tocada na última cena do filme. É um musical excelente, muito bem feito e muito bem escrito. As versões das músicas dos Beatles são perfeitas e encaixam perfeitamente nas cenas. Super recomendo a todos os fãs de Beatles e de musicais em geral!

Em 2008, Sturgess protagonizou o filme “21” (Quebrando a Banca), que conta a história de um grupo de jovens nerds do MIT que ganham dinheiro jogando 21 em Las Vegas. O grupo é liderado por Micky Rosa (Kevin Spacey), que também é professor no MIT. Juntos eles aprendem a contar as cartas do jogo e combinam vários códigos para assim se darem bem em Vegas. Eles assim provam que 21 é um jogo de pura matemática e não de sorte. O problema é que Ben (Sturgess) acaba se envolvendo muito no jogo e quando deixa seu lado emocional dominar, ele começa a perder dinheiro.
É um filme bem sessão da tarde, comum, mas ainda assim emocionante. E aqui Jim Sturgess faz sotaque americano, sem nenhuma falha sequer. Ninguém diz que ele é inglês.

“The Way Back” (Caminho da Liberdade), de 2010, foi outro filme protagonizado por Sturgess. O filme conta com um elenco classe A: Colin Farrell, Ed Harris, Mark Strong, entre outros. Também recebeu destaque na mídia esse ano por ter sido indicado ao Oscar de Melhor Maquiagem. E realmente é o maior destaque do filme. A história também é magnífica. Um grupo de presos de um campo na Sibéria, durante a Segunda Guerra Mundial, conseguem fugir com destino à Mongolia durante uma tempestade de neve. Aos poucos vários vão ficando para trás, e é quando sobram só 5 homens que eles encontram Irena, uma garota que acaba sendo adorada pelos homens durante a longa caminhada. Todos cuidam mais dela do que de si próprios. Eles chegam na divisa entre a Rússia e a Mongolia e aí descobrem que o país também está dominado por comunistas. Então eles decidem atravessar o deserto de Gobi para chegar até a Índia. Quando finalmente os três últimos sobreviventes chegam no país, eles são muito bem recebidos.

O filme foi baseado num livro que conta histórias reais de fugitivos que caminharam 4000 milhas (por volta de 6500 km) entre a Sibéria e a Índia. Colin Farrell faz um assassino russo, Ed Harris é um americano, e Jim Sturgess é um polonês. Outro sotaque completamente diferente. Perceberam a versatilidade do cara, né? Filme excelente. Vale assistir.

O trabalho mais recente de Sturgess é o romance “One Day” (Um Dia), com Anne Hathaway. Também baseado num livro, a história é de dois colegas de faculdade que acabam indo juntos pra casa na noite de formatura, bêbados, mas decidem que só querem ser amigos. A amizade é muito forte durante longos 20 anos, em que ela (Emma – Hathaway) se muda pra Londres para ganhar dinheiro e tentar ser escritora e ele (Dexter – Sturgess) acaba virando um famoso apresentador de TV. O filme todo mostra a vida dos dois sempre no dia 15 de julho de todos os anos, entre 1988 até 2008. Parece sem graça, mas acreditem, não é. Ver os acontecimentos na vida dos dois é divertidíssimo além de super romântico, quando eles finalmente resolvem ficar juntos. Anne e Jim tem uma química simplesmente perfeita. Parece que viveram fazendo filmes juntos, sem falar que representar um casal que se ama há 20 anos não é pra qualquer um. Que a Anne é fantástica todos já sabem, mas pra mim esse foi O filme do Jim Sturgess. Ele se supera em todos os sentidos. Consegue fazer um jovem apaixonante e pegador com cara de James Dean, até um pai de família cuidando de um bebê. Se dependesse de mim, eu indicaria ele para um Oscar por esse trabalho.

Jim ainda estará em quatro filmes no ano de 2012 que estão atualmente em produção e filmagem, um deles, “Upside Down”, ao lado de Kirsten Dunst.
Como ele é quase sempre escolhido para papéis principais, eu acredito que Sturgess ainda tem uma magnífica carreira pela frente. Ele está sempre em destaque por ótimas atuações, o que faz um verdadeiro ícone do cinema ser admirado pelas razões certas e não por sua vida pessoal ou acontecimentos do passado.
Enfim… Assistam os filmes se puderem, admirem, e comentem aqui. A gente sempre agradece =)

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Por Carol Munhoz @ 18/11/2011 às 16:16 @ 1 Comentário

No último fim de semana (do feriadão de 15 de novembro) teve em Paulínia a 2ª edição do Festival de Música e Arte SWU – Starts With You. Eu fui no do ano passado (que foi em Itú, no feriado de 12 de Outubro) que foi um dos melhores festivais que o Brasil ja fez em questão de line-up. O festival em si teve muitas falhas, falta de segurança e problemas de estrutura (filas enormes nas praças de alimentação, filas enormes pra entrar, som ruim, lugar pequeno pra MUITA gente…). Mas o line-up foi o melhor possível. Teve Linkin Park, Incubus, Kings Of Leon, Dave Matthews Band, Regina Spektor, Avenged Sevenfold, Queens Of The Stone Age, Rage Against The Machine, Joss Stone, entre outros. Eu fui em 2 dias dos 3 do festival ano passado, e esse ano fui só em 1, no último – O melhor na opinião de muita gente.
Só nesse dia rolou nos palcos principais: Raimundos, Duffy McKagan’s Loaded, Black Rebel Motorcycle Club, Down, 311, Sonic Youth, Primus, Megadeth, Stone Temple Pilots, Alice In Chains e Faith No More. No palco New Stage, rolou vários grupos de música eletrônica, além do japonês doido do Miyavi e a banda Simple Plan pra fechar a noite (a razão maior de eu ter ido nesse dia). Como vários outros festivais que já fui, acabei conhecendo e virando fã de bandas que eu mal conhecia. Foi o caso do Nine Inch Nails em 2005, no Claro Que É Rock. Eu só conhecia 3 músicas deles e hoje posso me considerar uma fã daquelas que sabe cada letra e cada riff. No SWU isso aconteceu com o Faith No More. Vou começar falando deles então, indo de trás pra frente na ordem dos shows do dia 14 de novembro de 2011.


(Foto: Virgula/UOL)

Com 15 minutos de atraso, um pernambucano doido entra no palco e anuncia o Faith No More. A banda entra, toca uma introdução, e então Mike Patton aparece no palco, todo de branco como o resto dos integrantes, de chapéu, bengala, e um cigarro, completando o estilo do palco. Quando ele entra, os gritos são ensurdecedores como se fossem os Backstreet Boys alí no palco. Eles abrem o setlist com “Woodpecker From Mars” emendado com um pedaço de “Delilah”, do cantor Tom Jones. Já aí se previa a loucura que seria esse show. Repleto de hits e músicas completamente diferente umas das outras, o show foi desenrolando de forma quase hipnótica. Principalmente pra mim, que conhecia tão pouco e estava sentada na arquibancada tentando descansar e tomar menos chuva. Em “Evidence”, Patton cantou parte em inglês e parte num português bem enrolado, mas que surpreendeu. Foi quando chegou o famoso cover de “Easy”, mais famosa na voz de Patton do que a original, que o público cantou com toda vontade. Foi aí também que eu parei e percebi a voz incrível que este homem tem. Logo após esta música, entra “Surprise! You’re Dead!”, do álbum de 89. A mudança de estilo é tão drástica que te faz rir. Eu ri. Muito!
Antes do encore, “King For A Day” começa de um jeito inusitado: Patton pede pra galera gritar “PORRA! CARALHO!” no ritmo da música, e assim vai até o final dela, automaticamente. Ele cantava, o povo gritava: “PORRA! CARALHO!”. Aliás, palavrões não faltaram em todo o show. Todos em português. Mike Patton provou que fala português melhor que muito brasileiro até. Ele falava “obrigado” como se estivesse conversando com a gente, muito natural. Logo em seguida veio o maior hit da banda, “Epic”, que muita gente pensa que é do Nirvana. A parte estranha dessa música ao vivo é que a voz de Patton no CD ainda era fina, e hoje é grossa. Fora isso, foi literalmente Épico. Da arquibancada, lá longe, eu ouvia a galera cantando com todas as forças restantes depois daquele dia cansativo e chuvoso.
Quando você pensava que já tinha terminado toda a doidera que foi esse show, Mike Patton fecha o setlist com um cover de “This Guy’s In Love With You”, de Burt Bacharach. Pois é. Preciso falar mais alguma coisa? Apesar de curto (só 17 músicas), foi realmente um dos melhores shows do ano no Brasil. Se não O show do ano no Brasil. Mesmo depois de muitos anos separados e sem lançar música nova (o último álbum da banda foi lançado em 1997!!!), eu sei que o Faith No More é uma banda que ainda vai ficar muito tempo na história.

Bom, já falei demais. Agora vou falar brevemente de alguns shows do dia que eu assisti (eu não consegui ver todos por causa da chuva e do cansaço. Ninguém é de ferro!).


(Foto: Samuel Kobayashi/Multishow)

A banda americana formada em Nebraska, 311, traz um new metal bem diferente e animado. Pouco conhecida no Brasil, mas já existente desde 1988, eles surpreenderam o público que estava lá esperando outras bandas principais. Gostei bastante do show deles, os caras são bons, as músicas são ótimas e eles agitam bastante. Os poucos fãs presentes cantavam todas as letras.


(Foto: André Bittencourt/Multishow)

O primeiro show que assisti no dia 14 foi o do Black Rebel Motorcycle Club (muitas vezes abreviado para BRMC). Fiquei surpresa ao ver uma mulher na bateria, mandando muito bem, assim como o baixista e o guitarrista. A banda tem três membros somente, sendo dois vocalistas que revezam entre as músicas e a baterista que também faz backing vocal. As músicas lembram um pouco o som dos Strokes, Oasis, The White Stripes, Arctic Monkeys e assim vai. É um rock que gruda na cabeça e faz você cantar mesmo sem conhecer as músicas. Show excelente.



(Fotos: Flavio Moraes/G1)

Eu e meus amigos descemos pro palco New Stage onde ia ser o show do Simple Plan, assistimos o Miyavi (foda) e o Crystal Castles (terrível. Graças a Deus só durou 30 minutos). Tudo lá estava atrasado, então o Simple Plan só subiu no palco por volta das 23h40 (estava marcado pras 22h45).
O show foi maravilhoso. Só tinha fã lá, o que ajudou muito. Tirando algumas meninas sem noção, todos estavam lá para curtir e não para se apertar. Deu pra dançar, pular muito, e cantar loucamente. A chuva que caiu durante o show deles foi a mais intensa do dia inteiro, e só parou quando eles saíram do palco ao som de “Perfect”. Cliché né? Hahahaha.
Como prometido e como de costume em festivais, eles só tocaram singles. Também como os outros dois shows que assisti da banda, eles abriram com “Shut Up”, já animando bastante a galera. Depois veio “Can’t Keep My Hands Off You”, “Jump” (com mashup de “I Gotta Feeling”), “When I’m Gone” cantada em coro pelo público, “Addicted”, voltando aos bons velhos tempos, “You Suck At Love”, “Your Love Is A Lie” (os gritos de “LIE! LIE!” Ainda ecoam na minha cabeça…hahha), e depois veio pra mim o melhor momento do show: “Astronaut”. Pierre dedicou essa música aos fãs que acompanham a banda desde as antigas e ainda continuam fiéis (tipo eu assim…). Preciso falar que chorei? E fiquei um pouco brava ao mesmo tempo porque muita gente nem sabia da existência daquela música.
Mas enfim…Veio uma pequena pausa e eles continuam com o setlist fazendo o momento PARTY de todos os shows, dessa vez com um medley de “Fuck You”/ “Dynamite”/ “Raise Your Glass”, com direito a reboladinhas coordenadas de todos e um barman fazendo caipirinha na hora, em cima do palco. “Jet Lag”, “Welcome To My Life” e “I’d do Anything” fecharam a setlist antes do encore. Como perceberam, foi um show curtíssimo, só com singles, mas bem animado e bastante aplaudido pelos fãs que esperaram ansiosamente por aquele show. Apesar de tudo, valeu a pena.

E é isso. Essa foi minha saga SWU desse ano. Eu acho que esse festival ainda tem muito a crescer, melhorar line-up e estrutura. Mas esse ano já provou que os próximos serão melhores. As praças de alimentação eram bem posicionadas, grandes (não tinham filas), com muita opção de comida e bebida. Vários ambulantes andavam pelo parque todo não deixando ninguém com sede. As vezes até alguém vendendo pizza passava por você no meio da galera. Os banheiros acho que ainda tem que aumentar, pois não comportam mais de 70 mil pessoas em um dia, imagina em três. O parque onde foi o festival esse ano é excelente, enorme, bonito, e bem mais perto. Tem uma rodoviária e um shopping logo ao lado, ótimo acesso e muitas linhas de ônibus vindo de todos os lugares. Paulínia fechou contrato para mais quatro SWU, e a gente só agradece.
Ano que vem estarei lá novamente!

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Por Carol Munhoz @ 08/11/2011 às 13:37 @ 3 Comentários

Antes de qualquer coisa: SIM, ELES AINDA EXISTEM. Eles não morreram nem se separaram nem nada disso. Ainda são irmãos, ainda são loiros e lindos, e ainda sabem fazer música. Eu não tava falando deles alguns posts atrás aqui mesmo??? É, falei dos dois últimos singles lançados, pra quem não viu, aqui.

Pois bem, mesmo que você saiba da existência desses dois singles, MUITA gente nem fazia ideia que eles estavam vindo pro Brasil, não é? Eles vieram semana passada, tocaram em Porto Alegre na sexta e em São Paulo no domingo. Eu fui no de domingo, depois de mais de 10 anos de espera (eu tinha 11 quando eles vieram. Eu não tinha como ir e fiquei muito triste!), e conto aqui brevemente o que aconteceu.

Hanson @ São Paulo (Nov 2011)

Hanson @ São Paulo (Nov 2011)

Depois de quebrar minha promessa de nunca mais ir em shows de gente não civilizada e nem passar horas numa fila à toa, lá estava eu acordando as 7 da manhã em pleno domingo. Ansiosa, enjoada, nervosa. Fomos em 7 pessoas, almoçamos no shopping e fomos pra fila meio-dia. E lá ficamos até as 18h30, quando abriu os portões do Citibank Hall. Me queimei no sol (mesmo nublado), fiquei com dor na bunda de ficar sentada naquela calçada, senti sono e muito cansaço. Mas eu ainda ia ver os Hanson, então me segurei bastante. Fui seguir meus amigos lindos e acabei lá, exatamente no meio da pista, já prevendo o pior. A minha ideia inicial era ficar no começo de um degrau para poder pelo menos enxergar o show. Mas não, lá fui eu sofrer…

Hanson @ São Paulo (Nov 2011)

Hanson @ São Paulo (Nov 2011)

Com 30 minutos de atraso, as 20h30, as cortinas levantaram e eles já estavam lá, começando com “Waiting For This”. Eu não via absolutamente nada, não ouvia, não sabia mais quem eu era. Duas meninas baixinhas passaram por mim dando porrada (meu braço não levanta até agora), eu revidei, xinguei, mas já era tarde. Eu estava MUITO p*** com tudo aquilo. Parecia um show de rock pesado com bate cabeça. Era um empurra-empurra, gente mal educada, nem ligando pro fato de que duas pessoas não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. No começo da terceira música (nem lembro qual era…) eu fui embora. Comecei a ir pra trás mas o mar de gente não acabava…nunca. Fui até o último degrau, lotado de gente, e não via nada além de cabeças e câmeras. Foi quando achei um espacinho e pedi para uma menina me deixar subir porque eu não enxergava nada. Consegui, e dali pelo menos eu via a carinha deles, mesmo que de longe.
O povo tava muito surtado, tinha muita, mas muita, mas MUITA GENTE naquele lugar minúsculo. Eu acho que eles venderam ingresso a mais do que a capacidade do lugar. Vai entender né…
Enfim. Depois desse desabafo todo, vamos as partes boas.

Hanson @ São Paulo (Nov 2011)

O show foi maravilhoso. Só quem viu mesmo pra entender, mas vou tentar explicar. Imaginem só 3 pessoinhas no palco, tocando violão, bateria, guitarra e piano. 24 músicas. Uma pausa. Todas as milhares de pessoas lá dentro cantando TODAS as músicas. Novas e velhas. Fãs de anos atrás, ainda fieis. Foi simplesmente mágico. O poder que eles tem de fazer um belíssimo show sem nenhuma superprodução e nem sequer um músico de apoio. Simples e pura música. Músicas que marcaram a vida daquelas pessoas que estavam lá.
Pra mim os destaques foram muitos, mas principalmente “Save Me”, um grande hit aqui no Brasil, tocada somente por Taylor Hanson com sua linda voz e sua habilidade no piano (essa foi a única música que eu chorei, confesso!); “Crazy Beautiful”, Taylor destruindo no piano, e pedindo pro povo bater palma no ritmo da música, acelerando no final (foi tão divertido!); “Go”, solo do Zac, só no violão, todo fofo (as meninas foram à loucura. Ele não cantou essa no show do POA!); a linda “More Than Anything”, solo do Isaac, que pediu pra gente escolher se ele tocava violão ou piano; “A Minute Without You”, que me faz arrepiar só de lembrar! Muito 1997!; “Hey!”, que eles também não tocaram em POA, foi um momento mágico; em “Lost Without Each Other” eu voltei no tempo completamente, era minha música preferida deles na época; e nem preciso falar de “If Only” e “In The City” pra fechar né? Nessa hora todo mundo deixou seus corpos lá no Citibank.

Hanson @ São Paulo (Nov 2011)

O calor era muito, a sede, e a dor no corpo inteiro, mas depois daquele show…nada importava. Foi tudo aquilo que eu imaginei que fosse e um pouquinho mais. Os meninos são extremamente simpáticos, educados, agradeciam, elogiavam o público e sorriam toda hora, pediam desculpas por terem demorado tanto pra voltar, e também pediam para a galera cuidar dos outros, porque eles viam o caos que estava aquela pista.
Foram embora todos fofos, depois de 1h50 de show, prometendo a volta o mais breve possível, talvez até ano que vem.
Vemnimim, 2012!

Deixo aqui meu vídeo preferido (não é o melhor…mas é meu preferido!) que tentei gravar no show, do Taylor tocando “Save Me”. É a música inteirinha, e vale a pena ver até o final quando eu finalmente parei de tremer! Hahaha…
Vou subir mais vídeos ao longo dessa semana no meu canal do Youtube, então fiquem de olho!


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Por Carol Munhoz @ 04/11/2011 às 18:34 @ 1 Comentário

Tenho muitas fotos novas pra vocês hoje. Eu fiquei muito tempo parada esse ano, sem fotografar nada, e não gosto nem um pouco disso. Graças a Deus o mês de Outubro veio com tudo, começando com o show d’O Teatro Mágico. Nesse último fim de semana e feriado teve a Festa de San Gennaro aqui em Itatiba, emendado com o aniversário de 154 anos da cidade, e a prefeitura trouxe Manu Gavassi, Fresno, Alexandre Pires e Jota Quest pra esses dias diretos de festa. Nos dias que não choveu eu consegui fotografar a banda Fresno e o Jota Quest.

Os dois shows foram excelentes. A Fresno eu só tinha visto tocando ao vivo há muito tempo, quando eles nem faziam sucesso ainda. Todos são músicos excepcionais, e eu sempre faço questão de dizer isso pra todo mundo, porque todos julgam eles pelas músicas melosas. No CD novo deles tem muitas músicas pesadas e ao vivo é ainda melhor. Uma pena que o show foi tão curto, porque foi numa segunda-feira. Era pra ter sido no sábado, mas choveu e eles tiveram que adiar. Achei bem legal da parte dos caras da banda terem voltado na segunda pra fazer o show.
E aí estão algumas fotos que fiz. Se quiser ver mais, é só entrar aqui.

Fresno @ Itatiba (Out 2011)

Fresno @ Itatiba (Out 2011)Fresno @ Itatiba (Out 2011)

Fresno @ Itatiba (Out 2011)

Fresno @ Itatiba (Out 2011)

Fresno @ Itatiba (Out 2011)

Já o show do Jota Quest durou quase 3 horas, tocaram todos os hits e muito, muito mais. Teve estreia de música nova, dois covers (inclusive um da Legião Urbana) e até música que eles não tocavam fazia tempo. Foi o dia com o maior público na festa, todo mundo cantava as músicas, e isso animou os caras da banda. Rogério Flausino pedia para a galera continuar cantando as músicas mesmo depois dela ter acabado, e o coro era muito alto.
Fora a parte musical que foi perfeita, eu nunca vi um show tão bem iluminado na minha vida. Sem falar nas imagens no telão que davam um toque a mais. Queria parabenizar o técnico de luz do Jota Quest que me ajudou muito, sem dúvida são algumas das melhores fotos que já tirei graças à iluminação do palco. Eu tirei em média 480 fotos do show, diminui para 310 deletando as sem foco e as parecidas, e terminei com 146 fotos finais para postar no Flickr. Tá bom pra vocês? Todas elas estão aqui.

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

Jota Quest @ Itatiba (Novembro 2011)

É isso! Espero que tenham gostado, e se gostaram, comentem! Eu adoro ouvir o que vocês acham das minhas fotos, ok? :)

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Por Carol Munhoz @ 02/11/2011 às 14:22 @ 1 Comentário

Semana passada consegui finalmente assistir ao documentário brasileiro “Lixo Extraordinário” (Waste Land). Eu assisti poucos documentários na minha vida, confesso, mas já posso dizer de longe que esse é meu favorito. Já assisti duas vezes. Mas não sei se isso vai fazer vocês assistirem… De qualquer forma, vamos ao post.

Primeiro: Esse filme foi indicado ao Oscar desse ano (perdeu, ainda não sei como, mas perdeu) e ganhou vários prêmios lá fora. Sim, lá fora. O filme é gravado na sua maior parte aqui no Brasil, os produtores são brasileiros (incluindo o maravilhoso Fernando Meirelles), os “personagens principais” são brasileiros, e o idealizador de todo o projeto, Vik Muniz, também é brasileiro. A direção é de uma inglesa (Lucy Walker), a trilha sonora é do Moby, e o idioma original do filme é inglês. Vik Muniz fala sempre em inglês com a câmera, assim como sua mulher e seu ajudante Fábio. Quando falam com brasileiros, eles falam português normalmente. No início é meio estranho ver eles falando em português com a legenda em inglês fixa do filme, mas acostuma.
Pois bem. Pra quem não sabe quem é Vik Muniz, procure no Google. Ele é artista plástico, fotógrafo, pintor, entre outras coisas. E gênio, na minha humilde opinião. Vocês vão saber quem ele é e o que ele faz: lembram da abertura da novela “Passione”? Então, foi feita por ele! A sua especialidade é pegar detalhes, a matéria de se fazer uma pintura, uma foto, ou qualquer tipo de arte, e fazer você se perguntar QUAL é essa matéria que ele usou. Deixa eu explicar direito, usando o filme Lixo Extraordinário como exemplo.

Abram essa foto no tamanho real (é só clicar em cima dela). Conseguem ver? Chinelos, garrafas, restos de fantasia de carnaval… Para fazer esse trabalho, ele foi até o maior aterro do mundo, o do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro. Ele selecionou pessoas, ouviu suas histórias, tirou retratos e as contratou para fazer esse trabalho junto com ele, pegando lixo reciclável e montando desenhos no chão de um galpão enorme. Os catadores nem imaginavam como ficaria o trabalho final. Eles simplesmente pegavam coisas recicláveis e iam colocando no lugar onde Vik indicava. E deu nisso.

Mas o filme não é só o “making of” de um trabalho do Vik Muniz. Você se emociona com as histórias das pessoas, como elas vivem, e principalmente como elas mudam ao longo do trabalho. E a reação dos catadores ao verem seus retratos ali, feitos de lixo, é sensacional. No meio do filme, o quadro do Sebastião representando Marat (o pôster principal do filme) vai para um leilão em Londres. Tião vai junto com Vik para o leilão e se emociona muito. É uma das cenas mais legais do filme. O Tião é o destaque do filme. Criador da “”, feliz com sua vida e seu trabalho, guerreiro e sonhador. Quem já viu a nova propaganda da Coca-Cola? É ele que aparece lá… Se ele se candidatar a presidente, eu voto!

O filme além de toda a história, a parte artística e as cenas emocionantes, tem também uma super edição. Como todo digno filme brasileiro, os visuais são incríveis, as cenas são muito bem gravadas e a trilha sonora encaixa como uma luva. Destaque para as cenas em câmera lenta dos caminhões de lixo derramando seu conteúdo no aterro. Parece uma cena inimaginável. Surreal.
Antes dos créditos, aparecem os fatos recentes sobre a história toda. Os catadores que ganharam uma vida diferente depois do projeto, o futuro do aterro (parece que foi declarado que o Jardim Gramacho não será mais um aterro em 2012), e a morte de um velhinho simpaticíssimo que conhecemos durante o filme, inteligente, culto, que trabalhava a 26 anos no lixão, não era formado nem no 1º grau, mas falava melhor que muita gente por aí. E o principal: era feliz com aquela vida.
A minha dica final é: assistam esse filme. Vocês não vão se arrepender, eu garanto.


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Por Carol Munhoz @ 16/10/2011 às 19:33 @ 1 Comentário

Antes de você já ir pulando todo o texto e fechando a página, deixa eu falar que: sim, esse post é sobre duas comédias românticas. Mas que são dois filmes muito interessantes e que merecem ser vistos, mesmo que seja naquele domingo chato que não tem absolutamente nada pra ver na TV… Só tem UMA restrição: se você for menina e fica muito sentimental quando está na TPM, espere um pouco pra assisti-los. Principalmente o segundo (Something Borrowed). Agora que você já está lendo…vamos falar melhor desses filmes!

Crazy Stupid Love (no Brasil: Amor a Toda Prova), é um daqueles filmes que vale a pena assistir só pelo elenco de peso. Mas o roteiro, as histórias dos personagens, a trilha sonora, tudo…acaba ajudando pra ser um excelente filme. Pra quem já assistiu filmes como Simplesmente Amor (meu preferido) e Idas e Vindas do Amor, eu indico esse filme. Ele é do mesmo estilo: um elenco enorme, várias histórias aparentemente paralelas, mas que vão se cruzando ao longo do filme. E o caso desse filme…os cruzamentos são no mínimo surpreendentes. E quando você descobre….é só risada! Aliás, é risada o filme todo. Steve Carell é impossível. Emma Stone e seu jeitinho inconfundível é simpelsmente apaixonante. Marisa Tomei é hilária. E tudo se completa com as excelentes atuações de Julianne Moore, Ryan Gosling, Analeigh Tipton (ex-America’s Next Top Model) e o garoto todo-fofo Jonah Bobo. De quebra o filme ainda tem Josh Groban e Kevin Bacon. Tá bom ou querem mais?


É difícil até escolher quem é o destaque do filme, porque todos são. Emma Stone rouba a cena sempre, Steve Carell é O cara, Ryan Gosling é tão fofo que acaba sendo bonito (e não, eu não acho ele bonito fisicamente), e a Analeigh que já foi um destaque em ANTM agora tem grande futuro como atriz! Você fica encantado com os personagens e torcendo pra que eles terminem bem, como toda boa comédia romântica. Eu disse BOA, ok? Porque sim, existem muitas comédias românticas ruins. E se for pra eu dar minha crítica pro filme, eu diria só uma coisa: ainda não bate Simplesmente Amor.

Something Borrowed (no Brasil tinha que ganhar o pior nome possível: O Noivo da Minha Melhor Amiga) é no mínimo surpreendente. Não chega a ser uma comédia romântica de verdade…porque tem bastante drama. Acreditem quando eu digo: esse não é um daqueles filmes toscos com amiguinhas brigando pelo mesmo cara com direito a tapas e cabelos sendo puxados. Tirando toda a palhaçada de Kate Hudson, não chega a ser um filme engraçado. A história é, sim, sobre duas melhores amigas, uma mais séria a outra louca de tudo, a séria sendo apaixonada pelo colega de faculdade e a louca que acaba ganhando ele por ser mais espontânea. A amiga séria (Rachel – a linda Ginnifer Goodwin) literalmente pega o noivo da amiga “emprestado” por uma noite e assim começa o romance sem que ninguém saiba (só até o melhor amigo, Ethan – o todo perfeito John Krasinski – descobrir). E então você fica esperando ansiosamente o filme todo até Darcy (Hudson) perceber que os dois tinham um caso.


Eu gostei muito desse filme pelo fato dele ser diferente, super fofo e romântico. Você não chora, mas fica encantada. É…é um filme mais “menininha”, mas não impede os homens de ver. Aliás acho que todos poderiam aprender um pouco com o personagem de John Krasinski em como ser um melhor amigo de uma mulher, sempre presente e se importando com ela de verdade. Eu já disse que ele é o melhor personagem do filme todo? Às vezes você até esquece do Dex (Colin Egglesfield – o noivo), apesar de ele ser um galã daqueles de novela da Globo…O Ethan é simplesmente o melhor (e mais divertido) amigo que toda mulher gostaria de ter. Eu queria um!
E fica aqui o destaque: a trilha sonora. Nos créditos (e no trailer) toca A Little Too Much da Natasha Bedingfield, e no meio do filme rola até um Radiohead. Adoro filmes com trilhas que chamam a atenção da gente!

Então é isso. Essas foram minhas dicas de hoje. Se você não gosta do estilo, dê mais uma chance. Tem muitas comédias bobinhas muito boas por aí…..

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Carolina Munhoz, 21 anos, de Itatiba/SP. Apaixonada por fotografia, viciada em música, filmes, séries, livros, moda, dança, entre outras artes.
Sou fotógrafa autônoma (veja meu Portfolio aqui), faço ensaios de moda, retratos, eventos e shows; faço edição de fotografia e fotomontagens em geral. Sou co-fundadora do primeiro fansite brasileiro sobre o The Rocket Summer. Vivo disso e sou muito feliz, obrigada :) Veja outras das minhas preferências mais abaixo.
Contato: carol.a.munhoz@gmail.com

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Bandas: Muse, The Rocket Summer, Train, Mumford & Sons, Marianas Trench, Simple Plan, Alexi Murdoch, Lady Antebellum, Queen, 30 Seconds To Mars, The Script, Matthew And The Atlas, Hanson, Demi Lovato, Laura Marling, Lissie, Christina Perri, Adele, Lady Gaga, Katy Perry, Olly Murs, Sondre Lerche, Wakey!Wakey!, Dave Matthews Band, Kings Of Leon, Lostprophets, Adam Lambert, Taylor Swift, Bruno Mars, John Mayer, Jason Mraz, Avenged Sevenfold, Nine Inch Nails, Augustana, O Teatro Mágico.
Filmes: Lord Of The Rings (O Senhor dos Anéis), The Social Network (A Rede Social), Toy Story, Into The Wild (Na Natureza Selvagem), Easy A (A Mentira), Away We Go (Distante Nós Vamos), The King's Speech (O Discurso do Rei), Love Actually (Simplesmente Amor), Moulin Rouge, Across The Universe, Fight Club (Clube da Luta), Se7en, Once, The Hangover (Se Beber Não Case), Harry Potter.
Diretores: David Fincher, Peter Jackson, James Cameron, Sam Mendes, Tim Burton, Danny Boyle, Christopher Nolan, Darren Aronofsky, Fernando Meirelles.
Séries: The Office, One Tree Hill, Glee, Modern Family, Parks & Recreation, How I Met Your Mother, My So-Called Life, The Big Bang Theory, Friends, The Vampire Diaries, Heroes, Lost, Fringe, 90210, American Idol, So You Think You Can Dance, America's Next Top Model, The X-Factor.
Atores/Atrizes: Kate Winslet, Andrew Garfield, Emma Stone, Jim Sturgess, Mila Kunis, Colin Firth, Johnny Depp, Heath Ledger, Jim Parsons, Steve Carell, John Krasinski, Natalie Portman, Sophia Bush, Claire Danes, Jesse Eisenberg, James Franco, Anne Hathaway, Milo Ventimiglia, Chris Colfer, Emile Hirsch, Helena Bonham Carter.
Livros: A Leste do Éden, Into The Wild, Eat Pray Love, Harry Potter, Anjos E Demônios, O Símbolo Perdido, Nick e Norah - Uma Noite de Amor e Música, A Última Música, O Milagre, The Twilight Saga, Percy Jackson e Os Olimpianos.





Renata Marques
Enchanted (Ju)
Babi Dewet
Patricia Lima
Arts4arts
Moments Live Or Die (Rod)
Gui Zambonini
Dicas de moda (Ingrid)
I Walk In The Sun (Camis)
One Step Closer... (Fer)
Wanna Be Nerd (Nanda)
Lissa
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