Andrew Garfield (Em “Boy A”, “Never Let Me Go” e “Imaginarium”)

O post de hoje é dedicado inteiramente a alguns filmes da carreira de Andrew Garfield, um dos meus atores favoritos.

Andrew Russel Garfield nasceu no ano de 1983 em Los Angeles, mas mudou-se com a família para Surrey, na Inglaterra, quando tinha 3 anos de idade. Filho de mãe britânica e pai americano, Andrew é judeu, foi ginasta nos primeiros anos do colégio, e se formou na Central School of Speech and Drama, em Londres. Apesar de não ser um ator relativamente novo de idade, é considerado umas das grandes promessas do cinema. Concorreu ao Globo de Ouro pelo papel de Eduardo Saverin em A Rede Social, e ganhou outro prêmios pelo mesmo filme. Pra quem não sabe, Andrew será o novo Homem-Aranha, na produção de Marc Webb entitulada “The Amazing Spider-Man”, ao lado de Emma Stone.

Os filmes que vou citar aqui são os mais conhecidos da carreira do Andrew (até agora), só deixando de fora A Rede Social, pois já fiz um post só sobre o filme aqui no meu blog anteriormente (veja o post aqui), e também Leões e Cordeiros (isso mesmo, Lions for Lambs), que tem como atores principais ninguém menos que Tom Cruise e Meryl Streep. Eu não vou comentar esse último aqui porque acho meio desnecessário. Não é um filme que eu possa falar: nooooooooossa que filme bom, tem muita coisa pra comentar! O papel do Andrew até é importante, mas o filme não vale tudo isso.

O primeiro filme que assisti foi o drama Boy A. Andrew faz o papel principal, Eric, que é um garoto meio perturbado com coisas que aconteceram no seu passado. Eric, quando criança, participou de um caso de assassinato junto com seu amigo Philip. Ambos foram presos, mas Philip foi encontrado morto em sua cela ainda jovem. Eric foi solto e começou a ser cuidado por Terry (Peter Mullan, Trainspotting), e é quando Eric vira Jack Burridge, para começar uma vida nova. Jack arranja um emprego, consegue um melhor amigo, e até uma namorada. O filme foi feito para a TV, bem no estilo britânico, e concorreu a vários prêmios na Europa. Andrew ganhou um BAFTA pela sua interpretação nesse filme, que é realmente marcante.

Não Me Abandone Jamais foi baseado num livro de Kazuo Ishiguro, que conta a história de crianças que são criadas num internato, para depois de uma certa idade servirem como doadoras de órgãos. Estranho, eu sei. Mas a história é muito bonita, e muito bem contada no filme. A história gira em torno do triângulo amoroso entre Ruth (Keira Knightley, Piratas do Caribe), Kathy (Carey Mulligan, Educação) e Tommy (Andrew Garfield), que são amigos desde criança no internato Hailsham. Quando se tornam jovens, eles saem do internato e assim começam a realmente ver como a vida é, mas logo que eles começam a fazer suas obrigações, os amigos se separam. É quando Kathy e Tommy se reencontram que eles decidem arranjar uma forma de adiar as doações, podendo assim viver mais tempo juntos. Um filme recente, lindo, e que vale muito somente pela interpretação dos 3 jovens atores.

Essa semana eu finalmente criei vergonha na cara e fui assistir O Mundo Imaginário do Doutor Parnassus. E a minha conclusão final é que eu tenho que uma vez por todas parar de julgar filmes pela opinião dos outros. Eu tenho que ver com meus próprios olhos mesmo. Ouvi tanto comentário ruim desse filme, mas quando assisti… foi uma bela de uma surpresa. A história é a seguinte: Um grupo de “teatro de rua”, que tem um estilo bem antigo, se apresenta toda noite em locais movimentados de Londres. Uma Londres moderna. O grupo é comandado pelo Dr. Parnassus (Christopher Plummer, Uma Mente Brilhante), que é uma espécie de médium, e quando alguém passa pelo espelho mágico presente no palco, elas entram no tal mundo imaginário que o Doutor projeta. Quem acompanha o Doutor são sua filha Valentina (Lily Cole), Anton (Andrew Garfield), e o anão Percy (Verne Troyer, Austin Powers). O teatro não faz muito sucesso nas ruas e eles começam a ficar sem dinheiro. É quando eles encontram Tony (Heath Ledger), enforcado numa ponte, mas ainda vivo. Tony chega para incomodar Anton, que tem ciúmes de Valentina, mas ele acaba os ajudando a ganhar dinheiro com o teatro, chamando mais público. Valentina não sabe, mas foi prometida pelo seu pai ao “diabo” Mr. Nick (Tom Waits) em troca de sua imortalidade, quando a garota fizer 16 anos. Pra resumir, é isso. Mas acontece muita coisa no meio do filme. O roteiro e a direção são de Terry Gilliam (o famoso criador das histórias de Monty Python), e quem conhece já sabe que o cara é meio maluco.

O fato mais importante do filme é que esse foi o último trabalho de Heath Ledger, que ficou inacabado. Quando Heath faleceu, Terry e toda a equipe iam desistir de terminar o filme, mas foram muito incentivados pela loucura e resolveram terminar mesmo assim, fazendo a mudança em um ponto da história, que é quando o personagem de Heath atravessa o espelho mágico e ele muda de rosto. As três vezes que Tony atravessa o espelho, uma vez ele é Johnny Depp, na outra ele é Jude Law, e por último, Colin Farrell. Os três atores eram muito amigos de Heath, e Depp já tinha atuado em filmes de Terry Gilliam. Nenhum dos três recebeu cachê, e todos os fundos arrecadados com o filme foram doados por eles para a filha de Heath, Matilda. Por sorte, Heath terminou de gravar todas as cenas fora do espelho, então a história se encaixou perfeitamente.
Eu me emocionei muito vendo o filme, em todas as cenas que o Heath aparece. A história se encaixa de uma forma, falando de vida e morte, que você acaba relacionando algumas coisas. E, além disso, as melhores cenas são entre Heath e Andrew. O ódio e depois amizade dos dois personagens é magnífico de se ver em dois atores tão completos. Eu indico sinceramente para todos verem esse filme, mesmo se não gostarem da história ou do jeito que é contada. Não tomem por base minha opinião também, simplesmente ASSISTAM.
Vou terminar esse post com um clipe do filme, uma cena entre Heath Ledger e Andrew Garfield que é muito marcante e divertida. Enjoy it!

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