[Show] Mumford & Sons no Lollapalooza

Vocês tem ideia do quanto eu sonhei em fazer um post com esse título?
E agora, dois meses já se passaram, e parece que a ficha ainda não caiu. Isso é normal?

Eu acho que eu esperei tanto tempo, que chegou num ponto que eu já não acreditava que aquilo poderia mesmo acontecer. E aconteceu, e foi tudo aquilo que eu esperava e muito muito muito mais.


(Foto: Breno Galtier)

Eu conheci o Mumford & Sons em fevereiro de 2011. Eu tinha acabado de sair de uma quase depressão, e tinha finalmente conseguido voltar a escutar música (foi uma época tensa em que eu mal conseguia ligar o computador de tanto desânimo). Lembro como se fosse ontem a sensação que tive quando ouvi o álbum Sigh No More pela primeira vez. Eu me apaixonei instantaneamente. E de repente, eu percebi que esse álbum estava me salvando. Melhorando meus dias. Me colocando pra cima. Me dando forças. Desde então, eu fiquei desejando e fazendo de tudo pra que eles viessem pro Brasil. Eu ajudava muito na divulgação dos caras, apresentava pra todos os amigos, colocava o CD pra tocar no carro de todo mundo, até que, com o lançamento de I Will Wait, todo mundo já sabia quem eles eram. A música tocava em todo lugar, inclusive nas rádios, e eu mal conseguia acreditar que o Brasil todo finalmente estava conhecendo aquela preciosidade. E então veio o Babel, o Grammy, o hiatus e o Wilder Mind. E apesar de não ser o meu preferido da banda, foi com certeza o CD que mais trouxe coisas boas. Trouxe mais visibilidade pra eles aqui no Brasil, trouxe mais popularidade por conta das músicas serem um pouco mais “comerciais” (mas igualmente lindas e muito bem produzidas), trouxe a evolução da banda, trouxe amigos maravilhosos pra minha vida, e, finalmente, os trouxe para terras Brasileiras.
Óbvio que eu preferia ver um show solo (que até existiu, no Rio de Janeiro, mas eu não tinha como ir), mas eu não poderia ter ficado mais feliz por eles terem vindo no Lollapalooza. Ainda mais no melhor palco, no melhor dia (que tinha as melhores bandas) e sem chuva (quando eles entraram no palco, o céu magicamente se abriu e até as estrelas apareceram).

O dia foi incrível. Eu conheci um monte de gente que hoje já considero praticamente minha segunda família. Eram fãs de Mumford pra todos os lados, o que só ajudou pra ser um dia ainda mais perfeito. O palco Ônix foi enchendo e enchendo e eu não acreditava que toda aquela multidão estava lá só pra vê-los (não tinha nenhum show depois deles!). Eu estava tão ansiosa, que mal conseguia ficar em pé. Por sorte eu me agarrei numa grade e lá fiquei o dia todo, esperando, inquieta. Eu sou normal, eu juro, o problema é só que essa é a minha banda preferida, e eu imaginei e sonhei com esse show, incansavelmente, durante 5 anos.
Quando eles entraram no palco, e acho que até o final de Babel (que foi logo a primeira música – pra matar os fãs do coração – e provar que aquele show seria realmente único e especial), eu fiquei em estado de choque. Eu ficava repetindo: “Isso é real? Isso ta acontecendo mesmo? Não é possível que sejam eles mesmos aí na minha frente.” Era surreal. Foi tudo surreal demais. Babel, Little Lion Man, Ghosts That We Knew (que é simplesmente uma das minhas preferidas), Dust Bowl Dance, Roll Away Your Stone, The Cave e I Will Wait foram os pontos mais altos pra mim. A energia deles, que foi crescendo ao longo da setlist, e conforme eles iam vendo o quanto o povo sabia todas as letras, e o quanto a gente pulava, gritava as letras com todas as nossas forças, só ia aumentando a animação e o choque deles com tudo aquilo. Foi uma emoção conjunta. Eles se apaixonando pela gente, e a gente se apaixonando por eles cada minuto ainda mais.

E como começar a dissertar sobre o momento que eu mais chorei no show inteiro? Quando o Marcus pediu pros seguranças trazerem uma menina pro palco, e assim que ele apontou, todos nós já sabíamos que era a Isa? (A Isa, pra quem não sabe, é a musa do nosso grupo – o Gentlemen Of The Road BR – um grupo do Whatsapp de fãs de Mumford). E ela não poderia ter representado a nossa família de forma mais verdadeira. Foi apenas mais um ponto que só fez aumentar o nível de perfeição desse show. E isso não é só eu falando. São todas as pessoas que estavam lá, os fãs e não-fãs também (que com certeza se tornaram fãs depois desse show), jornalistas, músicos, e os próprios caras da banda.
Pra completar, o dia foi repleto de encontros e abraços apertados e sinceros. Eu nunca irei esquecer, logo depois do show, a galera toda se encontrando e se abraçando e todos com cara de choro e felicidade ao mesmo tempo. Apesar da maioria ter assistido ao show separados (e alguns assistindo em casa e comentando com a gente no Whatsapp, e depois pelo Hangouts), no final nós estávamos lá, juntos, e nos perguntando a todo instante: Que show foi esse???

Foi lindo. Foi épico. Foi surreal. E às vezes eu ainda acho que foi só um sonho. Foram 5 anos de espera, mas que valeu a pena cada segundo. O Mumford & Sons me trouxe memórias lindas, me tirou de uma fase muito ruim da minha vida, e ainda me trouxe amigos que vou guardar comigo pra sempre, que me ensinaram muita coisa, e que me fazem perceber cada dia mais o quanto a música é importante nas nossas vidas.
Obrigada, Marcus, Ted, Ben e Winston. Voltem sempre!


- Fotos: Marcus Haney. (tirando a da Isa no palco, que é apenas um print tirado do video do show! hahah)

2 Comentários

  1. Por Ellen em 12/05/2016  10:01 PM Responder

    Texto simplesmente perfeito Carol ❤

  2. Por Natali em 14/06/2016  11:36 PM Responder

    Gostaria de fazer parte do fã clube, sou apaixonada pela banda, e também me tirou e tira de momentos difíceis ! Obrigada

Comente sobre o post

O seu email não será publicado.