Show: 30 Seconds To Mars em São Paulo


Créditos da foto: http://frogsoblivious.tumblr.com/

Bom, eu prometi, e cá estou. O post de hoje é um review do show da banda 30 Seconds To Mars no HSBC Brasil, neste último domingo, dia 27 de março de 2011. No ano de 2007 eles eram minha banda número um, e eles vieram pro Brasil pela primeira vez em Outubro daquele ano. Pra mim aquilo foi o ápice, mesmo eu tendo me irritado com algumas coisas e tendo ficado TÃO nervosa que não consegui curtir o show direito. Esse ano, as coisas estão bem diferentes, eu tenho outras bandas como favoritas, mas o 30STM ainda está na minha top list. Eu admiro muito essa banda pela dedicação única que eles têm com os fãs, que é quase uma família. Ou pelo menos era em 2007 e 2008. E também pela genialidade e pelos ótimos músicos que eles são. Jared Leto, o frontman, caso alguém não saiba, é também ator e já fez vários filmes famosos como Réquiem Para Um Sonho, Alexandre, Senhor das Armas, entre outros. Shannon Leto, irmão do Jared, é o melhor baterista do mundo, na minha humilde opinião. Cada vez que eu vejo o cara tocando, seja ao vivo ou num vídeo gravado, eu me surpreendo mais. O trio se forma com Tomo Milicevic na guitarra (e teclado, e uns efeitos meio doidos…e ele já tocou até violino em alguns shows!), outro gênio. É o trio perfeito pra um show perfeito.
A banda tem três álbuns de estúdio lançados, vários clipes que ficaram famosos por ser minidocumentários muito bons, e muita polêmica envolvendo vários assuntos, mas eu vou pular essa parte porque realmente não vale a pena. O que me interessa e sempre me interessou foi a MÚSICA.

Agora vamos ao show.
Eu fui sem conhecer ninguém, de van, e todos que eu conhecia lá foram de pista premium (eu só consegui comprar o ingresso quando só sobrou pista comum). Resumindo: fiquei sozinha. Mas fiz algumas amizades na fila. Cheguei ao HSBC umas 14hs e estava chovendo. O dia estava bem quente, e quando todos entraram na casa foi um alívio sentir o ar-condicionado. Mas ele não foi nem um pouco útil com pouco mais de 5000 pessoas lotando aquele lugar. Não tinha pra onde sair e não tinha como respirar mais. Foi tenso.
Às 19hs30 mais ou menos, entrou no palco um DJ e uma cantora que até agora não descobri o nome. Não era pra ter banda de abertura, mas mesmo assim colocaram eles lá, e eles tocaram por uns 30, 40 minutos. Foi quase insuportável, não se ouvia a voz da mulher direito, e a galera começou a vaiar, dar tchau e gritar “THIS IS WAR!” (uma espécie de grito de guerra, e nome do último álbum da banda). Por sorte eles se deram conta rapidamente, saíram, e então começou a espera. Foi perto das 20hs30 quando começou a tocar a música “Closer”, do Nine Inch Nails (o 30 Seconds To Mars costumava fazer cover dessa música nos shows antigamente), e logo em seguida, o show começou. Eu fiquei meio longe do palco, e tinha uns três seguranças na minha frente. Durante o show inteiro (que durou mais ou menos 1h30 só) eu vi relances do Tomo, algumas vezes eu vi o Jared, e, graças ao bom Deus, a bateria do Shannon ficou montada numa parte mais alta do palco, do lado onde eu estava.

O setlist abriu com “Escape”, emendando “Night of the Hunter”, uma das minhas preferidas. Nessa música eu já estava suando horrores e pulando e cantando e filmando tudo ao mesmo tempo. Em seguida, pra me fazer cantar mais alto ainda, eles tocaram “A Beautiful Lie” e “Attack”, ambas do segundo álbum da banda. “Search and Destroy” foi um dos pontos mais altos do show, só de lembrar eu me arrepio toda. A energia dessa música é muito boa. Em seguida vieram mais quatro do último álbum: “This Is War” (no finalzinho dela, balões vermelhos enormes saíram do palco e foram pro público. Um dos momentos mais lindos do show, com certeza!), “100 Suns”, “Vox Populi” e “L490”.

Jared voltou sozinho ao palco, só com um violão, e começou a conversar com a galera. Primeiro, ele perguntou se estávamos com calor, e falou que ele não suava desse jeito desde a última vez que ele esteve aqui. Depois ele fez várias brincadeiras, falou que ama o Brasil tanto quanto ama sua própria vida, e que ama o samba (nessa hora ele tentou dar uma reboladinha, que foi muito fail), ama a energia e a paixão do povo, e que a gente tem uma das melhores coisas do mundo: o AÇAÍ! (em 2007 eles experimentaram a fruta pela primeira vez, e desde então esse virou o maior vínculo da banda com o nosso país). Logo em seguida ele explicou que estava doente, que o médico falou pra ele ficar de repouso, mas ele disse que não iria perder o show daqui de jeito nenhum. Na entrevista que eles deram pra MTV ontem, deu pra perceber que ele estava até meio fanho. Mas isso não o impediu de dar seus gritos e cantar uma parte do show inteiro acústico. Foi quando veio “From Yesterday”, levando todo mundo ao delírio (eu amo essa música!), “Alibi” (a música mais linda do álbum This Is War), e trechos de duas músicas do 1º álbum self-titled da banda, “Capricorn” e “Buddha For Mary”, que pelo menos perto de mim, só tinha eu cantando. Pra fechar a parte acústica do show, Jared tocou o mais novo single da banda, “Hurricane”, dizendo que essa era uma coisa especial que ele iria fazer só pra gente, pois todos esperavam que a banda inteira tocasse essa música!

Quando a banda voltou, eles tocaram a preferida e mais pedida pelo público mais jovem do lugar, “The Kill”. Nessa hora todos foram a loucura, o lugar quase veio abaixo. Pra empolgar mais ainda, eles emendaram em seguida o (praticamente) mais novo hino da banda, “Closer to the Edge”. Com certeza nessa hora muitas lágrimas rolaram.
Na volta, para o encore, Jared pegou uma lanterna e começou a escolher pessoas da pista premium para subir ao palco cantar “Kings and Queens”. Em questão de minutos o palco estava lotado e nem o próprio Jared conseguia andar lá em cima direito. O show terminou com o coro da galera nos “oohhh” do final da música, e Jared balançando a bandeira brasileira pra lá e pra cá.
Foi uma noite com gostinho de quero mais, um show razoavelmente curto, mas que deixou muita gente dolorida, passando mal (inclusive, no meio de uma música, o Jared parou pra perguntar se um menino estava bem, e pediu encarecidamente pra que se alguém passasse mal, pra avisar o segurança, pois ele não queria ver ninguém machucado), e totalmente molhados de tanto suor.
Meu saldo final foi: uns 30 reais a menos na carteira de tanta água que comprei; 1k e 300g a menos no corpo (eu me pesei ontem!); mas um orgulho imenso de mim mesma por não ter passado mal, nem na hora do show nem depois dele.

Que venha Muse e U2, daqui uma semana e meia!!!

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