Shows: MUSE….. e U2 também.

Três anos atrás, quando eu viciei em Muse, a partir da primeira vez que ouvi uma compilação com os singles da banda, a única coisa que me passava na cabeça era: eu nunca vou superar se eu não ver eles ao vivo algum dia. Agora que eu os vi, eu digo que já posso morrer feliz. E eu falei isso pra minha irmã assim que eles terminaram de tocar a 1ª música do setlist. A emoção foi tanta que quando eles apareceram no palco, eu comecei a chorar feito um bebê.

Deixa eu contar um pouco sobre esse vício. Você descobre que você tem uma banda número 1 na sua vida quando: você ouve eles durante 1 ano inteiro e bate recordes no Last.fm; você assiste o DVD deles praticamente todo dia e sabe exatamente o momento em que o vocalista grita “COME ON WEMBLEEEY!!!”; você pede de aniversário que seus amigos te deem camisetas da banda de presente; você ganha de presente um monte de pôsteres da banda, pega uma parte da parede do seu quarto, e à dedica inteiramente à eles; você paga R$108,00 num ingresso para ver a banda abrir o show de outra banda, tocando somente 8 músicas. Os R$108,00 mais bem pagos da minha vida inteira.

Muse @ Morumbi - SP (09/04)
Muse @ Morumbi - SP (09/04)
Muse @ Morumbi - SP (09/04)

Começando do começo, às 13hs nos juntamos pra pegar a van: eu, minha irmã, o Gui, a Mari e mais um pessoal que eu não conhecia. De última hora, minha amiga Camis conseguiu um ingresso e também foi com a gente. Chegamos lá umas 15:30hs e os portões já estavam abertos, as filas andando. Resumindo: não encontrei NENHUM Muser que eu tinha combinado de encontrar, pois todos já estavam lá dentro. Meus amigos foram para os respectivos portões e eu e minha irmã sobramos sozinhas no portão 4 da pista.

A sensação de entrar no estádio do Morumbi e ver aquele palco montado é praticamente inexplicável. Eu fiquei olhando e pensei que estávamos na lateral do estádio, de tão perto que o palco estava da gente. Fomos logo pela lateral procurar um lugar o mais perto possível (o estádio ainda estava bem vazio, tirando o “inner circle”, que é a parte interna do palco, pra quem não viu fica aqui um desenho do palco). Um pouco atrás da grade de fora da passarela, tinha outra grade que parecia uma divisão de Pista Premium, mas era aberta. Eu e minha irmã conseguimos ficar na frente dessa grade, a visão era ótima e estávamos MUITO perto. Ali, a galera toda estava sentada e eram todos fãs de U2, todos muito simpáticos. A espera foi longa, mas deu pra se distrair com os aviões da Oi fazendo manobras em cima da gente, e assistindo as arquibancadas fazendo ôlas, e ligando pros amigos que estavam perdidos nos vários pontos do estádio.

A ansiedade começou a aumentar muito e eu comecei a ficar nervosa. Foi quando escureceu, as luzes do Morumbi foram acesas, e faltavam poucos minutos pras 20hs.
As luzes se apagaram rapidamente e começou a aparecer no telão o logo do Muse. A partir daqui não preciso nem explicar o que aconteceu, porque eu tive a brilhante ideia de filmar, e vocês vão ver nos vídeos no fim deste post qual foi minha reação. Eu só olhava pra minha irmã pulando feito louca já, eu gritava desafinada (porque eu já estava aos prantos), e falei mais palavrão do que na minha vida toda. Era simplesmente… inacreditável. “Uprising” começou a ser tocada e eu surtando muito. Todo o estádio se rendeu ao “We will be victooooriooouus!”. A setlist veio devagar do jeito que eu queria, e a cada riff que começava eu olhava pra minha irmã e gritava: “EU NÃO ACREDITOOOOOOOO!”. “Supermassive Black Hole” me deu arrepios; “Stockholm Syndrome” fez me lembrar do porque eu amo TANTO essa banda; “United States Of Eurasia” (COM “Collateral Damage”! OMG!!!) foi surreal com o Matt DE BRANCO no seu lindo Kawai BRANCO; “Hysteria” foi simplesmente tudo que queria ouvir, com um pedaço do riff de “Back In Black” do AC/DC; “Starlight” foi linda, com acompanhamento geral das palminhas; em “Plug In Baby” eu e minha irmã ficamos tão doidas que nem percebemos a chuva que caía MUITO forte no estádio. Depois que olhei no telão que vi uma das melhores cenas da noite: a água caindo em cachoeiras em cima do Dom, e espirrando pra todos os lados quando ele batia nos pratos. Foi um dos momentos mais altos do show pra mim, e a gente cantava até os gritinhos e solinhos do Matt; “Knights Of Cydonia” foi inexplicável. NADA, simplesmente NADA explica o que é essa música ao vivo, a não ser que você veja e ouça com seus próprios olhos e ouvidos.
Ao longo do show, Matt falava vários “Obrigado São Paulo”, e no finalzinho, Dom foi para o microfone como de costume e também agradeceu (terminou com um bem digno “cheers!”), dizendo que querem voltar para um show de estádio só deles. Eu também quero, tá? MUITO!

Mas o melhor momento foi quando Matt soltou um belíssimo “TE AMO, SÃO PAULO!” e o povo foi ao delírio.
A melhor coisa do show, pra mim, foi a altura do som dos instrumentos. Se tem uma coisa que me irrita mais num show é um baixo alto demais, ou uma guitarra que não se escuta (btw, no começo de PIB a guitarra do Matt parou de funcionar e eu logo percebi), ou um microfone baixo demais. Não. Num show do Muse isso não tem como acontecer. A voz do Matt parecia gravada de tão perfeita, a guitarra na altura certinha pra fazer seu coração sentir e fazer seu corpo se mexer, o baixo e a voz do Chris em perfeita sincronia com o resto, e a bateria…nem preciso falar. Mas eu dou muito mais destaque realmente pra Matthew Bellamy e suas guitarras, em especial a Gliteratti que é simplesmente magnífica. O show acabou e o som das guitarras ainda estava na minha cabeça. E o sorriso não saia da cara de jeito nenhum. Eu estava em êxtase, extremamente feliz, emocionada, inconformada. Era real e eu tinha sentido aquilo. O tempo de espera pro U2 passou e eu nem percebi. O show do U2 meio que passou e eu nem percebi.
Se tem uma segunda coisa que eu não gosto em alguns shows, é quando as pessoas à sua volta não curtem igual você. Se só tem você pulando, cantando e gritando, fica muito chato. Graças a Deus eu estava com a minha irmã querida que também estava lá mais pelo Muse, e também tinha uma turminha atrás da gente que sabia TODAS as letras deles, pulavam e cantavam junto com a gente, mas estavam lá mais pelo U2.

O melhor show da noite: Muse. Mas eu tenho que falar do U2 porque afinal a turnê é deles.

U2 @ Morumbi - SP (09/04)
U2 @ Morumbi - SP (09/04)
U2 @ Morumbi - SP (09/04)U2 @ Morumbi - SP (09/04)
U2 @ Morumbi - SP (09/04)

O palco era simplesmente surreal. As luzes, as pontes que giravam, o telão, o povo cantando tudo em coro… era mágico. Um show mágico, emocionante, e inesquecível. Às vezes eu esquecia que eu estava realmente vendo um show do U2 tão de pertinho, e ouvindo aquelas músicas sendo tocadas ao vivo. Os momentos mais altos pra mim foram: antes de começar, quando tocou “Trem das Onze”, e o Morumbi inteiro cantou em coro; no momento da banda entrar no palco, ao som de “Space Oddity” do Bowie. Sensacional; “Get on your boots”, “Elevation”, “Beautiful Day”, “Vertigo” (a única que eu sabia inteirinha, foi o máximo!), “I’ll go crazy if I don’t go crazy tonight” e “Sunday Bloody Sunday” me fizeram pular muito, dançar, e esquecer a vontade de ir no banheiro; “I still haven’t found what I’m looking for” foi a mais linda do setlist, seguida de “Stuck in a moment”, especialmente acústica; em “City of blinding lights” o telão se abriu e só de lembrar eu fico toda arrepiada. Inexplicável; “One”, perfeita; “Where the streets have no name”, quando a pista toda levantou bexigas amarelas e depois soltaram no ar. Nessa hora o Morumbi deve ter ficado lindo visto de cima!; a clááááássica “With or without you” foi linda; e eles fecharam com a homenagem às crianças mortas na chacina da escola em Realengo, no RJ, passando os nomes no telão e apagando todas as luzes do estádio. Momento mais mágico da noite: o Morumbi inteirinho, 90 mil pessoas, com luzes de celular acesas. Bono deixou todo mundo chorando, inclusive vários marmanjos atrás de mim, e terminaram o show só ouvindo o coro do público e agradecendo muito.

Toda hora que o Bono parava pra conversar com o público, uma pessoa colocava legenda no telão, o que deixou o show muito mais divertido. A melhor parte foi sem dúvida quando ele começou a falar de sábado à noite, que as pessoas iam para as “baladas”, e depois iam comer pizza. E então começou o papo sobre pizza. Ele deu um sabor diferente para cada integrante da banda, e foi para o The Edge a parte mais engraçada: pizza de jaca. Imaginem o Bono falando Pizza de Jaca. Hilário!

Um dos momentos no show deles que eu mais fiquei feliz foi quando Bono começou a agradecer e elogiar o Muse. Disse que eles são o melhor “power trio” existente, muito capacitados e talentosos, e os comparou com Cream e The Jimi Hendrix Experience. Preciso dizer mais? Bono Vox pra presidente do mundo, e Matthew Bellamy pra vice!

Eu nem acredito que eu posso dizer que já vi NOVE entre QUINZE das minhas bandas favoritas ao vivo. Muse, Train, Jason Mraz, Nine Inch Nails, Dave Matthews Band, Kings Of Leon, 30 Seconds to Mars (2 vezes!), Jonas Brothers (sim, e daí? Algum problema? E foi fo-da!), e McFLY. Faltam: The Rocket Summer, Mumford & Sons (eu quero muito D:), Marianas Trench, Adam Lambert, Augustana e Lostprophets. Falta pouco, e nem são bandas tão impossíveis assim. Eu sou uma pessoa muito feliz, obrigada.

Bom, a noite do dia 9 de abril de 2011 ficou pra história, e terminou da maneira mais bizarra possível: um doido bêbado bateu numa van que estava na frente da nossa no meio do rodoanel, e ficamos uns 40 minutos parados na estrada até resolver se iríamos ou não embora. Saiu até briga. Mas eu cheguei em casa (as 4 da manhã), e dormi como não dormia à dias!

Fica aí então, por último, 3 vídeos: um com vários trechos do show do Muse (algumas partes eu consegui pegar bem pertinho, outras estão bem ruins, tipo em “Stockholm Syndrome” quando eu não parava de pular…); um de “United States Of Eurasia” inteira; e um de “I Still Haven’t Found What I’m Looking For” do U2 inteira.



PS: desculpem-me pelos palavrões, gritos e cantos desafinados nos vídeos. Espero que não atrapalhe a imagem que ficou até melhor do que eu esperava…
PPS: quero saber dos Musers: teve mais alguém oi foi só eu que, no momento certo de Knights Of Cydonia, ao invés de acompanhar o Matt em “COME ON SÃO PAULOOO” gritou “COME ON WEMBLEEEEEEEEEEY”? hahahahahahhaha :)

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